quinta-feira, 15 de abril de 2010

A Maldade Que José Não Praticou - Gn. 39:1-12

Você querido jovem com certeza conhece a história de José do Egito. Mas antes de ser do Egito ele pertencia a uma família grande, com vários irmãos, os quais não eram como José, tementes a Deus e obedientes aos pais. A Bíblia relata que Jacó seu pai o amou mais do que aos outros filhos, e a partir daí começou o drama na vida de José. Seus irmãos passaram a odiá-lo e invejá-lo. Resumindo, seus irmãos acabaram vendendo José, desta forma ele chega ao Egito como escravo. Depois de sofrer tanta violência emocional da parte de seus irmãos, ele passa por um bom momento na casa de Potifar, se torna o mordomo de tudo que Potifar tinha. Quando tudo parecia bem, José enfrenta outra provação, uma grande tentação, que todo jovem rapaz passa. Ele foi assediado pela esposa de seu patrão. Todos os jovens são assediados, direta ou indiretamente, e ceder as tentações sexuais é algo que nossa cultura prega como coisa normal. Muitos jovens cristãos querem agradar seus amigos descrentes e ultrapassam os limites da santidade e se envolvem com as praticas pecaminosas destes. José teve uma postura diferente, ele estava certo no que cria como verdade a ser seguida, ele sabia quem era o Deus que servia, e sabia sua vontade. Depois de resistir aos convites daquela mulher para se deitar com ela, em sua ultima e dramática tentativa de agarrar e levar José pra cama, ele foge e deixa suas roupas nas mãos dela. Bem, você sabe o final da história. A questão é: E se fosse você no lugar de José, fugiria também? Resistiria a tentação? Outra situação ainda mais difícil: E se isso acontecer entre você e sua namorada ou pessoa que você ama ou tem certa atração física, o que iria acontecer?
José levou a sério a santidade do casamento e respeitou o seu senhor, acima de tudo temeu a Deus. Ele também evitava estar a sós com ela em casa. Sendo assim tome iniciativa para não ficar só com o sexo oposto, respeite o corpo do outro, pois é templo do Espírito Santo, pois você sabe que o sexo é santificado apenas na união matrimonial entre um homem e sua mulher, nunca antes.

Pr. Daniel Barros

quarta-feira, 31 de março de 2010

Trajetória Pastoral em Vila dos Remédios e Motivos de Minha Volta Para IB Adonai

Através de uma indicação do Sebarsp conheci a congregação batista em vila dos remédios, trabalho iniciado pela igreja batista regular em lageado em abril de 2006. Conheci esta pequena congregação em Junho de 2008 e passei alguns meses participando da EBD para tomar a decisão de aceitar ou não o convite para pastoreá-la. Notei que apesar de existirem desde 2006 o trabalho estava muito crú, com poucas pessoas convertidas e uma estrutura centralizada do líder que a igreja mãe havia enviado para lá.
Acabei decidindo aceitar o convite(02/10/2008), deixando para trás a igreja adonai na qual fui membro desde 1996 e minha esposa tinha um história ainda mais longa nesta igreja. Éramos muito amados lá e eles fizeram uma despedida muito emocionante no último domingo de setembro de 2008. Ao mesmo tempo que desejava ir para esta nova igreja, não queria sair de adonai. Parece que este sentimento já era uma previsão de que logo voltaríamos.
Durante os 17 meses que fiquei em vila dos remédios pude crescer espiritualmente e trabalhar bastante na obra, em evangelismo e discipulado, e preparo de diversas mendagens. Fizemos cultos nos lares visando evangelismo e graças a Deus pude batizar 4 pessoas e neste tempo também oficializamos a membresia de mais 3 irmãos que vieram de outras igrejas. Quando cheguei a congregação só tinha 1 membro, e quando sai deixei-a com 8 membros, pela graça de Deus.
Gostaria de ter feito muitas outras coisas lá, mas alguns motivos nos levaram a tomar a decisão de deixar a congregação e voltar para Adonai. Principalmente o fato de não termos nos adaptado bem a mudança de ministério. Minha esposa e meu filho Gustavo sentiram muito a mudança e não conseguiram ficar confortáveis nesta nova igreja. Logo quando chegamos lá a Sane deu a luz a Giovana, e isto dificultou ainda mais o envolvimento dela com a igreja. Meu tempo era pouco para cuidar de duas famílias, já que trabalho na SBTB. Desta forma não estávamos felizes no trabalho do Senhor. Estávamos servindo, mas não com a alegria que Deus espera e é digno de receber de nossa parte.
Deixei a congregação com a certeza de ter feito um bom trabalho e de ter sido bênção na vida daqueles irmãos. Foi muito gratificante ouvi-los dizer o quanto vão sentir minha falta e do quanto fui bênçãos em suas vidas. Oro para que eles fiquem firmes no Senhor. Fica minha saudade do Sérgio, Lucélia, Alcides, Rose, Bete, Eliana, Mazinho, Juliete e irmã Iranides. Estes dão os irmãos mais firmes e compromissados com a obra naquela congregação. Espero que os demais se tornem assim como eles.
Meu retorno oficial para Adonai se deu em 28/03/10 como também minha despedida da congregação. Espero continuar sendo útil no ministério juntamente com minha família neste novo recomeço em Adonai, uma igreja que nunca nos abandonou e sempre nos amou.
Pr. Daniel Barros

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Carnaval! Pula Fora!

Sou evangélico, qual o problema em pular carnaval?
Alguns crentes em Jesus não vêem nenhum problema no Carnaval. Para eles, se não tiver azaração, pegação, bebidas e drogas, não existe nenhum mal desfrutar da festa de Momo, mesmo porque o que importa é a diversão. Segundo estes, o desfile na televisão é tão bonito! E outra coisa: Que mal tem se alegrar ao som dos sambas enredos do Rio de Janeiro?
Pois é, o que talvez estes crentes IGNOREM é a história, o significado e a mensagem do carnaval.
Ao estudarmos a origem do Carnaval, vemos que ele foi uma festa instituída para que as pessoas pudessem se regalar com comidas e orgias antes que chegasse o momento de consagração e jejum que precede a Páscoa, a Quaresma. Veja o que a The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997 nos diz a respeito: "O Carnaval é uma celebração que combina desfiles, enfeites, festas folclóricas e comilança que é comumente mantido nos países católicos durante a semana que precede a Quaresma.
Carnaval, provavelmente vem da palavra latina "carnelevarium" (Eliminação da carne), tipicamente começa cedo no ano novo, geralmente no Epifânio, 6 de Janeiro, e termina em Fevereiro com a Mardi Gras na terça-feira da penitência (Shrove Tuesday)." (The Grolier Multimedia Encyclopedia).
"Provavelmente originário dos "Ritos da Fertilidade da Primavera Pagã", o primeiro carnaval que se tem origem foi na Festa de Osiris no Egito, o evento que marca o recuo das águas do Nilo. Os Carnavais alcançaram o pico de distúrbio, desordem, excesso, orgia e desperdício, junto com a Bacchanalia Romana e a Saturnalia.
A Enciclopédia Grolier exemplifica muito bem o que é, na verdade, o carnaval. Uma festa pagã que os católicos tentaram mascarar para parecer com uma festa cristã. Os romanos adoravam comemorar com orgias, bebedices e glutonaria. A Bacchalia era a festa em homenagem a Baco, deus do vinho e da orgia, na Grécia, havia um deus muitíssimo semelhante a Baco, seu nome era Dionísio, da Mitologia Grega Dionísio era o deus do vinho e das orgias. Veja o que The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997 diz a respeito da Bacchanalia, ou Bacanal, Baco e Dionísio e sobre o Festival Dionisiano:
"O Bacanal ou Bacchanalia era o Festival romano que celebrava os três dias de cada ano em honra a Baco, deusdo vinho. Bebedices e orgias sexuais e outros excessos caracterizavam essa comemoração, o que ocasionou sua proibição em 186dC." (The Grolier Multimedia Encyclopedia)
Pois é, no Brasil o carnaval possui a conotação da transgressão. Disfarçado de alegria, a festa de Momo promove promiscuidade sexual, prostituição infantil, violência urbana, consumo de drogas, além de contribuir para a descontrução de valores primordiais ao bem estar da família.
Isto posto tenho plena convicção de que não vale a pena enredar-se as oferendas do Carnaval. Como crentes em Jesus, devemos nos afastar de toda aparência do mal. Participar da festa de Momo significa se deixar levar por valores anti-cristãos e imorais permitindo assim que o adversário de nossas almas semeie em nossos corações conceitos absolutamente antagônicos aos ensinos deixados por Jesus.
Para terminar essa reflexão, compartilho um poema de Jerônimo Gueiros (1880-1954) que foi um ministro presbiteriano nordestino muito conhecido por seu rico ministério, no Recife, e por suas qualificações como literato e apologista da fé cristã. De sua lavra surgiram artigos penetrantes, livros inspiradores e poesias tão belas quanto incisivas e pertinentes aos temas apresentados.

"Carnaval! Empolgante Carnaval!Festa vibrante!Festa colossal!
Festa de todos: de plebeus e nobres,Que iguala, nas paixões, ricos e pobres.Festa de esquecimento do passado,De térreo paraíso simulado...
Falsa resposta à voz do coraçãoDe quem não frui de Deus comunhão,Festa da carne em gozo desbragado,Festa pagã de um povo batizado,
Festa provinda de nações latinasQue se afastaram das lições divinas.Ressurreição das velhas bacanais,Das torpes lupercais, das saturnais
Reino de Momo, de comédias cheio,De excessos em canções e revolteio,De esgares, de licença e hilaridade,De instintos animais em liberdade!
Festa que encerra o culto sedutorDe Vênus impúdica em seu fulgor.Festa malsã, de Cristo a negação,Do "Dia do Senhor" profanação.
Carnaval!Estonteante Carnaval!Desenvoltura quase universal!
Loucura coletiva e transitória,Deixa do prazer lembrança inglória,Festa querida, do caminho largo,De início doce, mas de fim amargo...
Festa de baile e vinho capitoso,Que morde como ofídio venenoso,Que tira do homem sério o nobre porte,E gera o vício, o crime, a dor e a morte.
Carnaval!Vitando Carnaval!Festa sem Deus!Repúdio da moral!Festa de intemperança e gasto insano!Trégua assombrosa do pudor humano,
Que solta a humana besta no seu pasto:O sensualismo aberto mais nefasto!Festas que volve às danças do selvagemE do africano, em fúria, lembra a imagem,
Que confunde licença e liberdadeNos aconchegos da promiscuidadeSem lei, sem norma, sem qualquer medida,Onde a incauta inocência é seduzida,
Onde a mulher, às vezes, perde o sisoE o cavalheiro austero o são juízo;Onde formosas damas, pela ruas,Exibem, saltitando, as formas suas,
E no passo convulso e bamboleante,Em requebros de dança extravagante,Ouvem, no "frevo" , as chufas e os ditadosPicantes, de homens quase alucinados,
De foliões audazes, perigosos,Alguns embriagados, furiosos!Muitos, tirando a máscara, em tais dias,Revelam, nessas loucas alegrias,
A vida que levaram mascaradosCom a máscara dos homens recatados...Carnaval!Perigoso Carnaval!Que grande festa e que tremendo mal!
Brasil gigante, atenção! Atenção!O Carnaval é festa de pagão!Repele-o! Que te traz só dor e morte!Repele-o! E inspira em Deus a tua sorte."
Pense nisso!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Barreiras Para a Evangelização


Escândalos dificultam evangelização
Posted: 12 Jan 2010 04:00 AM PST

...(Mateus 18:7) – Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!
Segundo a Palavra do nosso Deus, já foi profetizado que os escândalos aconteceriam, este tempo que temos vivido sem dúvida nenhuma mostra o cumprimento desta profecia, talvez como nunca tenha acontecido.
Em uma condução publica no Rio de Janeiro, tive o privilégio de conversar com uma cobradora(trocadora) de ônibus a respeito do evangelho. E como as vezes acontece nestas conversas é comum surgir assuntos a respeito dos escândalos de alguns pastores e igrejas, estas questões geralmente são levantadas por não cristãos.
Esta mulher já vem freqüentando uma igreja evangélica, mas ainda não tomou nenhuma posição firme por Cristo, ainda esta insegura quanto a tomar uma decisão. Estes escândalos tem dificultado a sua decisão, pois até mesmo seu marido tem criticado a sua ida a igreja, dizendo a ela que todos os pastores e igrejas são aquilo que estão dizendo na mídia, isto é, que enriquecem em cima do povo.
Durante um tempo tive a oportunidade de falar com ela que Deus jamais mandou alguém fazer o que muitos “lideres evangélicos” tem pregado em suas igrejas ou na mídia, mas que Deus através de seu Filho Jesus Cristo mandou pregar o evangelho, e pregar o evangelho é pregar o Reino de Deus e não o Reino da Terra, como estamos presenciando.
Nestes tempos muitos pregadores tem anunciado um “evangelho” que se distancia muito do evangelho pregado por Jesus e seus discípulos. Percebo que desta maneira muitas pessoas tem se afastado do evangelho genuíno e verdadeiro de Jesus Cristo.
Em outra ocasião na mesma semana, pude conversar com um ateu dentro de um avião, que também tem a mesma opinião de muitos, que igrejas e pastores estão preocupados em enriquecer, são verdadeiros capitalistas ambiciosos, a pregação do evangelho é apenas fonte de riquezas. Esta pessoa esta muito bem estabelecida financeiramente, mas sua vida espiritual esta destruída e o pior é que não esta aberto a aprender a respeito do Reino de Deus, pois diz que a religião esta ai para o comércio. Mesmo com toda a relutância, pude pregar o evangelho de maneira clara e objetiva, mas deixando muito claro, que ele crendo ou não, a Bíblia é a Palavra de Deus e que todos chegaremos diante de Deus para prestar contas. Minha oração é que o Espirito Santo possa convence-lo do pecado e sua vida ser mudada pelo poder de Deus.
Quantas são as pessoas que tem o mesmo pensamento que se fecham para tudo aquilo que se diz de religião, principalmente as que se dizem evangélicas. Dentro delas esta clamando por salvação, mas fecham seus ouvidos porque pensam que os cristãos estão interessados em seus bens.
Até mesmo pregadores bem conceituados pela grande maioria de cristãos tem aparecido na mídia fazendo apelos financeiros, prometendo bençãos para aqueles que aceitarem esses desafios e é claro que a linha telefônica fica congestionada, quanta enganação.
Tudo isso é muito triste, pois podemos encontrar diversas pessoas que colocam todas as igrejas e pastores no mesmo saco, dizendo que são todos iguais, dificultando a pregação do evangelho a essas pessoas.
Imagino a quantidade de pessoas que tem repulsa de igrejas e procurarão se afastar de qualquer manifestação de caráter evangélico, não tiro a razão destas pessoas, mas elas não são desculpáveis diante de Deus, nem mesmo estes “pregadores” o são.
Para perceber o quanto isso é grave, é só sair as ruas e pregar o evangelho que logo encontraremos pessoas que nos colocarão no mesmo nível destes mercenários. Com muito sacrifício, ou insistência poderemos mostrar que o nosso evangelho é o verdadeiro, isto é, quando de fato estivermos pregando o Reino de Deus.
Em I Timóteo 6:3-10, Paulo orienta Timóteo e a igreja a respeito das riquezas. V.9 “Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males.”
É interessante notar que muitos Lideres que se dizem cristãos já caíram nestas armadilhas, o seu amor esta no dinheiro, desta maneira todo seu esforço esta centrado no tesouro desta vida e aqueles que estão debaixo de sua autoridade são manipulados e lesados. O pior é que a destruição não para por ai, é só olhar para as manchetes e logo veremos que isto reflete sobre toda a igreja, algumas igrejas sérias também tem deixado a pregação da cruz para a pregação da prosperidade, seguem as tendências das igrejas “prósperas”.
Assumindo a nossa responsabilidade de profetas do Senhor, devemos profetizar contra aquilo que não é Palavra de Deus e tem entrado no meio da igreja, não podemos ficar calados diante de tanta bobagens e heresias que temos ouvido em nossos púlpitos. Nos levantemos e preguemos contra o que profana o nome do Senhor nosso Deus com mentiras e heresias, pregando o que Deus não mandou pregar.
Pode ser que desta maneira arrumaremos alguns inimigos, mas teremos a aprovação de Deus, como o Apostolo Paulo nos diz “…Se eu ainda estivesse procurando agradar a homens, não seria servo de Cristo.” Gal. 1:10
A evangelização pode ser dificultada por causa dos escândalos, mas devemos aproveitar todas as oportunidades para pregar o verdadeiro evangelho. Muitos estão cambaleando para o inferno, você e eu temos a responsabilidade de alerta-las. Alguns cristãos não querem mais evangelizar até por causa destes escândalos, mas a solução para tudo isso é a pregação verdadeira e genuína do evangelho.
Oração: Senhor noso Deus e Pai, nós te louvamos pelo Teu grande amor, obrigado Senhor porque temos a salvação através do seu Filho amado Jesus Cristo e acesso a sua palavra. Nos ajude a permanecer na sua palavra e a prega-lá com autoridade e intrepidez. Purifica a sua igreja de tantas heresias que tem entrado no meio dela, que não sejamos omissos a nossa responsabilidade de profetas do Senhor no meio da igreja, que cumpramos o IDE de Cristo pregando as Boas Novas de Cristo. Tudo isso te suplicamos em nome do Senhor Jesus Cristo, amém!
Roberto FontalvaDiretor de AtendimentoRegião Sudeste II – ES/RJAMME Evangelizar

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Relação Trabalhista entre Pastores e Igrejas

Sobre a relação de trabalho dos pastoresEntrevista com Valdo RomãoPublicado em 10.01.2008

Muitas dúvidas pairam sobre a relação de trabalho de pastores com suas respectivas igrejas. Há questões legais a serem atentamente observadas, assim como questões bíblicas e morais a serem levadas em conta na forma como a igreja se relaciona com o pastor nesta área e provê o seu sustento financeiro. Nosso entrevistado - o advogado, contabilista e pastor batista Valdo Romão - esclarece questões como direitos e deveres do ministro de confissão religiosa, aposentadoria, salários, benefícios, entre outras.Valdo Romão é professor de Teologia Sistemática e de Administração Eclesiástica, na Faculdade Teológica Batista de São Paulo; graduado em Liderança pelo Haggai, pós-graduado em Gestão de Organização do Terceiro Setor, pela Mackenzie. É o Diretor Executivo da Convenção Batista do Estado de São Paulo, Diretor-Fundador do Grupo Atlântico – Auditoria e Contabilidade, co-autor do livro Manual do Terceiro Setor e Instituições Religiosas (Editora Atlas).
Legalmente, o pastor é considerado um ministro de confissão religiosa e, portanto, deve ser considerado autônomo. O que isto significa na prática?
Valdo - Tenho a oportunidade de ampliar um pouco mais o entendimento sobre quem pode ser considerado ministro de confissão religiosa. O Ministério do Trabalho define que são ministros de confissão religiosa aqueles que realizam liturgias, celebrações, cultos e ritos, dirigem e administram comunidades, formam pessoas segundo preceitos religiosos das diferentes tradições, orientam pessoas; realizam ação social junto à comunidade; pesquisam a doutrina religiosa; transmitem ensinamentos religiosos; praticam vida contemplativa e meditativa; preservam a tradição, e, para isso, é essencial o exercício contínuo de competências pessoais específicas. São aqueles que desenvolvem suas atividades como consagrados ou leigos, em templos, igrejas, sinagogas, mosteiros, casas de santo e terreiros, aldeias indígenas, casas de culto, etc. Sobre ser considerado autônomo, cabe reparo. Para a previdência social, esta categoria deixou de existir desde a lei 9.876 de 26.11.1999, quando foi extinta a categoria de autônomo, passando a chamar-se contribuinte individual. Durante alguns anos, o ministro de confissão religiosa foi equiparado ao autônomo; mesmo naquela situação, não era considerado autônomo. Na prática, o Ministro de Confissão Religiosa não tem vínculo empregatício, logo, não tem os direitos trabalhistas, não é autônomo; se fosse autônomo, teria um contrato de prestação de serviços, como não é, sobre ele não há lei que lhe assegure qualquer direito. No nosso caso, o pastor vive da dependência de Deus.
Não são poucos os casos de pastores que terminam seus ministérios sem aposentadoria. De quem seria a responsabilidade? Do pastor que não planejou o seu futuro ou da igreja que não cuidou do seu líder?
Valdo - Infelizmente, esta é a realidade. No entanto, a responsabilidade é totalmente do pastor, pois o ministro de confissão religiosa é um segurado obrigatório da Previdência Social, assim define o art. 12 caput, inciso, V, alínea c da lei 8.212/91. Esta providência deve ser tomada pelo pastor, assim como também é de sua responsabilidade declarar sobre que valor deve contribuir para a Previdência. A Instrução Normativa n° 3, de 14.07.05, DOU de 15.07.05, define que a contribuição social previdenciária do ministro de confissão religiosa ou membro de instituto de vida consagrada, de congregação, a partir de 1° de abril de 2003, corresponde a vinte por cento do valor por ele declarado, observados os limites mínimo e máximo do salário de contribuição. Se a igreja quiser ajudá-lo nisso, será mera liberalidade dela.
Sabemos que no âmbito do direito previdenciário, a igreja pode ou não quitar mensalmente as contribuições sociais de seus pastores e ministros. Qual a sua visão sobre este aspecto? As igrejas deveriam se sentir moralmente obrigadas a contribuir, independentemente da vontade do pastor?
Valdo - Já há um grande número de igrejas que assim procedem, especialmente as históricas. No meu ponto de vista, esta medida é salutar. O Ministro se envolve com tantos afazeres, cuida dos membros de sua igreja, ocupa a sua agenda com visitas, preparação de sermões, palestras, dá aconselhamento e quase sempre deixa de cuidar dele mesmo e de sua família, o que no meu ponto de vista é um erro. Estou certo que, se as igrejas cuidassem desse item, estariam contribuindo sobremaneira com o pastor, lhe dando esse benefício.
E a questão da carga horária semanal, 13° salário e férias com 1/3 constitucional? Como o pastor não tem vínculo empregatício, qual a postura que a igreja deve adotar em relação a estes direitos?
Valdo - A jurisprudência, que são as decisões dos nossos tribunais, é generosa para confirmar que o pastor não tem vínculo empregatício com a igreja, e por isso mesmo não se aplica a ele qualquer direito trabalhista, todas as rubricas mencionadas são de natureza trabalhista. Ele exerce um ministério sublime, atende a um chamado Divino, sua lide tem como foco o maior bem que o homem e a mulher possuem, que é a sua alma. Porém, a igreja não deve ser mesquinha, de visão pequena, antes, deve aplicar o que diz a Palavra de Deus: “...a vossa justiça deve exceder à dos escribas e fariseus...” Mateus 5.20. O empregado tem todos os direitos trabalhistas, logo, o pastor deve receber de sua igreja todo o cuidado para que ele tenha esses direitos e outros, por ser recomendação bíblica, como tantas igrejas já têm feito.
Como se deve avaliar quanto um pastor deve ganhar e de quais benefícios deve usufruir?
Valdo - Não temos um padrão definido para esta questão. Tudo depende das condições da igreja, e observado isso, também das necessidades do pastor. O que não podemos deixar de considerar é que os proventos ministeriais devem oferecer dignidade ao obreiro. Ele precisa exercer o seu ministério ocupando-se das tarefas que o seu ofício impõe com toda tranqüilidade, sem que esteja preocupado com o sustento da sua casa, com as suas necessidades materiais, sem ter sua vida de compromissos correndo riscos. Qualquer um de nós não produzirá, se os recursos financeiros terminarem primeiro que o mês. Sem, ainda, considerar que o pastor tem outras atribuições que um cidadão comum não tem, como: ele representa uma comunidade, não pode expor-se a essa comunidade, por exemplo, vestindo-se de qualquer maneira; não deve depender dos serviços estatais, como saúde, deve ter um plano de saúde familiar; ele precisa ter uma biblioteca, sempre atualizada, para que lhe sirva de ferramenta para a preparação dos seus sermões; é aconselhável que a igreja crie um fundo, equiparado ao FGTS, algumas igrejas já criaram o chamado FAM (Fundo de Assistência Ministerial), e mensalmente depositam o equivalente a 8% dos Proventos Ministeriais. Enfim, considerando a sua peculiaridade, a igreja deve prove-lo de benefícios que atendam estas necessidades.
E quanto à demissão ou afastamento do cargo de pastor? Se houvesse vínculo empregatício, haveria o recebimento de FGTS e pagamento de multa de 40%, mas, como não há vínculo, o pastor teria direito a alguma indenização?
Valdo - Todas as vezes que o pastor recebe o convite de uma nova igreja, sempre devem ser definidas as condições desse convite. É nessa hora que pastor e igreja discutem quanto a igreja pode lhe oferecer para o seu sustento, quais os benefícios que a igreja pode lhe dar e quais os que ele necessita, como: gratificação natalina, período de descanso anual, 1/3 sobre os proventos para esse período, plano de saúde familiar, verba de representação para participação em reuniões denominacionais ou outras, despesas com combustível, etc. As questões precisam ser definidas antes que haja o início das atividades ministeriais na nova igreja. É nesse momento que poderá ser perfeitamente colocada a questão do FAM, a que já me referi como um beneficio, que deve ter regras claras para que o pastor recorra a ele. Por exemplo, somente deve ser movimentado em caso de compra de casa própria, em caso de doença grave, em caso de aposentadoria, e, é claro, como pertence ao pastor, em caso de sua saída da igreja. Isso definido pela igreja e por ele, devidamente registrado em ata, comprometerá moralmente a igreja e assegurará ao pastor os direitos que a lei não lhe dá.
Apesar de todas as questões legais que envolvem o vínculo do pastor com a igreja, que tipo de orientação ou conselho você daria para os nossos leitores no sentido de dar ao seu pastor um tratamento ético, justo e digno, que vá além daquilo que é somente obrigatório de lei, mas também gracioso diante de Deus?
Valdo - Eu faria uma observação aos pastores. Quem tem como dever de ofício ensinar a Bíblia são eles. Eles são os operários dela, logo, é de responsabilidade deles tratar com a igreja dos temas oferecidos pela Palavra de Deus. É a Bíblia que ensina sobre justiça, dignidade, ética. É a Bíblia que trata das relações humanas, é ela que deve ser seguida e o pastor não pode deixar de ver que ele também é o destinatário dos ensinos bíblicos. A igreja aprenderá a partir da vida do pastor. Como ele trata os seus membros? É cuidadoso, é zeloso, é justo, é digno? Como ele trata os funcionários da igreja? Trata com descaso? Quer obter vantagens deles? Não os reconhece? Ele aplica a Bíblia a sua vida? Reconhece o esforço da sua igreja? Tudo isso, visto na vida do pastor, servirá como ensino para a vida dos membros de sua igreja. A dignidade virá para ele na medida em que tratar os outros também com dignidade. É só ensinar a Bíblia a sua igreja e viver os ensinos da Bíblia, que os membros de sua igreja saberão tratá-lo dignamente. Caso ele assim não proceda, isso não justifica que os membros da igreja não atendam aos princípios bíblicos.
Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o site www.institutojetro.com e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Batismo - Quatro irmãos desceram às águas!










"Às águas do jordão desceu......"




Dia 22 de Novembro de 2009 fica marcada em minha vida como uma data muito especial. Neste dia oficializei meu primeiro batismo, batizando 4 irmãos em Cristo de nossa congregação em vila dos remédios. O batismo foi realizado na igreja mãe, a IBR Vila Lageado.

Espero em Deus não realizar batismos em si, mais principalmente ver pessoas se rendendo ao senhorio de Cristo, e passem a frutificar nEle para Sua honra e glória.

Segue abaixo outras fotos:










sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Liderança Corajoso

Liderança Corajoso
Js. 1:1-11

Introdução

Um líder corajoso passa o bastão; mas não para qualquer um. Paulo entendia muito bem que a continuidade de seu ministério caberia àqueles que ele treinasse. Assim ele fazia com homens fiéis, os preparando para o ministério. (II Tm.2:1-2).

Moisés, como um líder sábio, preparou também um homem fiel para o substituir na liderança do povo de Israel(Dt.34:9). A fidelidade de Josué se evidenciou quando dez dos doze espias desanimavam o povo para não conquistarem a terra prometida devido os gigantes que habitavam nelas; enquanto Josué dizia o contrário, mostrando sua confiança em Deus. (Dt.13:16,28-14:1-10).

Deus destinou a nós homens as grandes obras, mas também os grandes desafios. Moisés e Josué foram líderes corajosos em tempos de crise. Quais crises enfrentamos hoje em nossas vidas e ministérios?

Acredito que a nossa crise como homens e líderes é o SUCESSO. Nós buscamos o sucesso em todas as áreas de nossas vidas; e quando o sucesso parece distante, nós perdemos a coragem de prosseguir.

A palavra CRISE em chinês é composta por duas palavras: Perigo e Oportunidade.

Josué passou por crises que o tornaram apto para substituir Moisés. Talvez houvesse desconfiança da parte do povo pois:
· Ele não tinha nenhum milagre no currículo
· Nem cajado ele tinha (sinal de liderança)
· Milhões de pessoas sob sua liderança; será que ele daria conta?

Qual foi o segredo do sucesso de Josué?

I. Era um líder servo. V.1

1. Moisés foi um líder que serviu a um povo e, apesar disso, perdeu a paciência em alguns momentos, não sendo um servo por inteiro
2. Josué foi um servo que liderou. Sua vida foi de serviço e a sua atitude de servo conferia-lhe a autoridade de líder. V.1 c/Dt.34:9
3. Reconhecidamente servo de Moisés. Ex.24:13.


“Josué seguia Moisés de perto, o tinha como seu mentor; alguém que merecia respeito e obediência”


II. Confiava nas promessas de Deus. Vs.

1. Conquista, v.3
2. Irresistível, v.5
3. Canal de bênção para o povo, v.6

“Todas estas promessas foram dadas a Moisés, mas ele não pode desfrutar de seu cumprimento devido sua indisposição para obedecer ao Senhor”

Talvez os frutos de nosso serviço ministerial sejam colhidos por outros. Precisamos de alguém como Josué para manter estes frutos conservados por longo tempo.


III. Cumpriu as ordens de Deus. Vs.10-11

1. Levanta-te e passa o Jordão. V.2
2. Esforça-te e tenha coragem. V.6
3. Seja fiel as ordens de Moisés. V.7
4. Guarda o livro da lei. V.8


Conclusão

Moisés o grande líder estava morto e a grande responsabilidade de liderar o povo ficou com Josué. A tarefa parecia grande demais para ele, por isso Deus termina suas recomendações a ele com palavras de conforto e confiança (v.9).

Deus mostra a Josué que o segredo do sucesso é fazer o que Ele estava mandando. O povo estaria com Josué enquanto ele estivesse com Deus, vs.16,17.

Se quisermos alcançar o sucesso em nossos ministérios, em nossa liderança familiar e nos demais aspectos da vida, precisamos estar sob as ordens de Deus, como servos fiéis, e assim teremos autoridade para levar outros a seguirem nossa liderança.

Pr. Daniel Barros – 16.10.2009